Como extrair valor real da IA generativa e governar os custos da inovação para ir além do hype?

13 de julho de 2026

Descrição

À medida que o mercado avança em IA, um novo e incômodo desafio ganha notoriedade nos bastidores corporativos: como ir além do hype?

Transcrição

A inteligência artificial generativa desencadeou uma das maiores disrupções da história da tecnologia global. Diferente de revoluções passadas, ela avança de forma horizontal e simultânea por todo o planeta, colocando empresas de todos os mercados no mesmo estágio. No entanto, à medida que o mercado avança, um novo e incômodo desafio ganha notoriedade nos bastidores corporativos: como ir além do hype?

Em um bate-papo exclusivo entre Bruno Lauterjung, editor da TI Inside, e Romulo Cioffi, Chief AI and Innovation Officer da Squadra, discutiu-se o caminho para que os CIOs superem a “corrida do ouro” dos agentes, controlem seus orçamentos e garantam inovação com governança ativa.

A “corrida do ouro” dos agentes

Muitas empresas que abraçaram a IA generativa sem o devido planejamento estão enfrentando sérias questões em seus orçamentos. Romulo cita cenários reais do mercado em que os gastos saíram do controle de forma alarmante:

“A gente percebeu muitas empresas que têm se desvinculado muito do orçamento estabelecido. Vimos, por exemplo, uma empresa de mobilidade que gastou em apenas quatro meses os tokens de IA Generativa planejados para um ano inteiro.”

Essa explosão de despesas acontece porque o mercado mergulhou nessa “corrida do ouro” dos agentes, focada na criação de provas de conceito (POCs) isoladas e silos departamentais. Sem uma governança estruturada, a IA acaba sendo encarada como um fim em si mesma, gerando faturas surpreendentes sem que o real valor chegue à estratégia do negócio.

O novo papel do CIO: da infraestrutura à orquestração

Para reverter essa equação, as lideranças precisam passar por uma mudança profunda de cultura e responsabilidades. Os grandes modelos de linguagem (LLMs) estão se tornando commodities rapidamente e o diferencial competitivo mudou de endereço.

Nesse novo cenário, o papel do líder de tecnologia ganha uma nova definição estratégica:

  • O “I” passa a significar Inteligência;

  • O “O” passa a significar Orquestração.

O papel do CIO e da liderança corporativa passa a ser o de desenhar uma visão holística da organização. É preciso compreender exatamente onde cada agente inteligente entra, qual o seu nível de autonomia operacional e como se dará a sua cooperação orgânica com os squads humanos e com as plataformas sistêmicas que a empresa já possui.

O método do design integral nessa visão holística

Para o time da Squadra, a curadoria do código e o mapeamento dos problemas seguem uma metodologia viva chamada design integral. Os antigos desenvolvedores, antes focados em escrever algoritmos sequenciais em linguagens tradicionais, mudam de papel e passam a atuar na modelagem profunda dos problemas.

A premissa do método baseia-se em uma visão holística focada nas necessidades explícitas e implícitas da operação. De acordo com Cioffi:

“A dor, ela é a fonte e a matéria-prima da inovação. Se nós capturamos a dor corretamente e todos na organização a enxergam sob o mesmo propósito, a inovação nasce naturalmente. O papel do Design Integral é mapear o estado presente e projetar o futuro com clareza, transformando o que antes era dor em conforto para o negócio.”

Ao estruturar o problema sob uma linguagem comum compartilhada por toda a organização, o fornecimento de contexto para os grandes modelos de linguagem (LLMs) torna-se preciso. Com os objetivos devidamente setados pelo fator humano, a IA deixa de ser um gerador de despesas supérfluas e assume seu verdadeiro lugar: o de aceleradora de infraestruturas estratégicas altamente lucrativas.

E como governar os custos?

Se no ápice da computação em nuvem a metodologia de FinOps tornou-se indispensável para controlar a infraestrutura, a era da IA generativa exige o amadurecimento do AIOps.

O AIOps consiste em um método rigoroso de rastreabilidade de custos em tempo real. Através de ferramentas dedicadas, as empresas conseguem mapear bit a bit o consumo operacional dos projetos a partir de:

  • Identificação quantos tokens estão sendo gerados por modelo;

  • Saber exatamente qual colaborador ou agente humano disparou a requisição;

  • Atrelar o custo do agente de IA e da hora humana diretamente ao projeto de cada cliente específico.

Esse nível de controle cirúrgico é o que impede os erros de escala e permite justificar o retorno sobre o investimento (ROI) antes que as faturas se tornem insustentáveis.

IA aplicada em missão crítica: extração de valor na prática

A prova de que é possível equilibrar inovação disruptiva, velocidade e governança ficou evidente em uma parceria entre a Squadra e um grande player do setor de logística do Brasil, com a missão de modernizar um sistema complexo e altamente sensível.

O software legado do cliente ditava toda a logística de transporte ferroviário em cada trecho de linha e o volume de carga correspondente em cada trem. Partindo do completo desconhecimento do sistema original, a Squadra utilizou agentes inteligentes da sua plataforma de IA para conduzir toda a fase de descoberta (discovery), reescrever e implantar o código totalmente modernizado em apenas três meses.

O projeto não apenas promoveu uma disrupção em um processo crítico, como colocou a aplicação totalmente operacional de forma limpa, documentada e mensurável.


Sua empresa está pronta para avançar além das POCs isoladas e governar a IA com foco em valor real? Fale com o nosso time de especialistas.


Minuto a minuto

00:00 - 00:26 - Introdução

00:26 - 02:56 - Como justificar o custo da IA generativa?

02:57 - 05:06 - Qual tem sido a maior dificuldade do CIO hoje ao aplicar a IA generativa para tentar justificar o ROI?

05:07 - 07:15 - Como fazer a gestão dos squads híbridos, agentes inteligentes e seres humanos?

07:16 - 10:25 - Como aplicar a governança sem barrar a inovação?

10:26 - 12:19 - Qual é a importância, dentro das empresas, de ter uma liderança responsável pela IA? E quais são as funções dessa pessoa?

12:20 - 14:08 - Como escolher uma consultoria de tecnologia parceira para acelerar o processo de GenAI?

14:09 - 16:31 - Como absorver todo o conhecimento e aproveitá-lo dentro de uma cultura voltada para a IA?

16:32 - 20:46 - Como entender o que é hype e o que não é? Como acompanhar todo esse ciclo de inovação?

20:47 - 22:26 - Como funciona o processo de governança da IA generativa? Como justificar o ROI?

22:27 - 23:52 - Quando o CIO vai contratar uma consultoria de tecnologia, qual a principal dor que geralmente é levantada?

23:53 - 26:13 - Como garantir a inovação e a segurança ao mesmo tempo?

26:14 - 29:24 - Como a Squadra tem inovado dentro de casa?

29:25 - 31:45 - Qual mensagem fica para as lideranças de tecnologia?

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