
Da ideia à tela: criando vídeos com IA
A produção audiovisual sempre exigiu uma combinação de criatividade, planejamento e recursos técnicos. No ambiente corporativo, transformar informações complexas em vídeos claros e atrativos também envolve desafios relacionados a prazos, custos e disponibilidade de ferramentas.
Foi a partir dessa necessidade que comecei a explorar como a inteligência artificial poderia contribuir para a criação de conteúdos audiovisuais para a Squadra.
O objetivo não era simplesmente automatizar etapas, mas encontrar maneiras de produzir materiais com mais autonomia, agilidade e liberdade criativa, mantendo a qualidade e a identidade da comunicação.
Da ideia à produção: experimentando novas possibilidades
Uma das primeiras aplicações práticas aconteceu durante a produção de um vídeo case da instituição Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF).
O desafio era apresentar uma solução tecnológica complexa de maneira acessível, utilizando uma narrativa visual que facilitasse o entendimento do público.
Para isso, desenvolvi um processo de produção dividido em etapas, começando pelo roteiro e pela construção do storyboard, passando pela geração de imagens e animações, até chegar à locução e à edição final.
Ferramentas como Gemini e Google Flow fizeram parte desse processo, permitindo explorar diferentes possibilidades visuais, desenvolver cenas e realizar ajustes para manter a consistência da narrativa.
Um dos principais diferenciais foi estruturar a produção cena por cena, garantindo maior controle sobre os elementos visuais, os movimentos e a mensagem transmitida.
O resultado foi uma produção realizada em um intervalo de uma semana a quinze dias, diante de um escopo que, pelos métodos tradicionais considerados, poderia demorar até três meses.
Mais do que a redução do tempo, a experiência mostrou que a IA poderia ampliar nossa capacidade de transformar ideias em conteúdos audiovisuais.
Quando um desafio se transforma em uma nova solução
Durante essas experimentações, identifiquei outra necessidade recorrente: a geração de locuções com vozes naturais, diferentes entonações e possibilidades de personalização.
As ferramentas disponíveis nem sempre ofereciam a flexibilidade necessária, especialmente para trabalhar com sotaques brasileiros e ajustar a emoção transmitida pela voz.
Foi assim que surgiu o Studio Squadra Gemini TTS, um aplicativo experimental desenvolvido no Google AI Studio, utilizando o modelo Gemini Flash e engenharia de prompts.
A ferramenta permite transformar textos em locuções personalizadas, ajustando características como sotaque, velocidade, entonação e estilo de comunicação.
Uma das primeiras aplicações aconteceu na produção do vídeo institucional do Dia do Cliente da Squadra.
Ainda em fase de testes, a iniciativa abre possibilidades para tornar a criação de locuções mais acessível e ampliar sua utilização em diferentes demandas de comunicação.
A tecnologia amplia possibilidades. A criatividade direciona.
Ao longo dessa jornada, um dos principais aprendizados foi perceber que utilizar inteligência artificial não significa abrir mão da direção criativa.
Pelo contrário, quanto mais possibilidades as ferramentas oferecem, mais importante se torna saber o que queremos comunicar, como queremos comunicar e qual resultado esperamos alcançar.
A Squadra proporciona um ambiente seguro para experimentar, testar ideias e compartilhar aprendizados, o AI Fluency, mostrando que a experimentação pode começar com desafios reais da rotina e evoluir para soluções que beneficiem os negócios.
A IA não substitui meu processo criativo. Ela amplia as possibilidades de colocá-lo em prática.


